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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Those tales in the news

- "The fact is, I always wanted to try LSD, in my time"
 Said Grandma Nina, from the hospital bed. Her eyes glimmering from the news and side effects of the chemo.



The Trip Treatment
Research into psychedelics, shut down for decades, is now yielding exciting results.
http://www.newyorker.com/magazine/2015/02/09/trip-treatment?

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Intensitè

“Então quando você chega perto demais, eu estremeço. Chego a perder o senso de direção e ao invés de me confundir entre direita e esquerda, me confundo entre ir e vir. Mas não é só isso. Com você, porque conhece o ponto exato, sabe o toque preferido, o momento certo, eu não me perco, me acho. Você age e meu corpo reage na proporção mais intensa que conheço, desafiando a terceira lei da física. Desligo do mundo, esqueço da vida, só conecto em você, ouvir meus gemidos, teus sons. Não lembro que música toca, mas conheço cada compasso da minha inspiração e da sua expiração. Escuto plenamente o silêncio e cada parte do meu corpo que pulsa. Já lhe mostrei a pulsação do meu corpo? Eu poderia dizer que sinto e escuto o sangue preenchendo cada espaço. Abandonei a conta de quantas vezes meu corpo relaxou de prazer. Estremeço e relaxo na fração de um toque certo. No banho, quando a água quente cai, eu nem sinto, meu corpo deve ferver mais do que ela. Você me faz sentir purificada e santificada quando me beija. Depois, deitada em seu peito, no fim das minhas forças, fecho os olhos para dormir. “Você está com um sorriso bobo”, diz uma voz dentro de mim.”


By Raquel. Porque minhas amigas também escrevem coisas fantásticas e tão intensas como elas próprias
. Em intensidades absolutamente ressonantes. Mil saudades, flor!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Suave es la noche

...E pouco a pouco, líquido. Sangue empapando o travesseiro e os longos cabelos negros. No escuro do quarto, luminescências urbanas na parede, céu rosa-metálico, de chuva e poluição paulistana.
A seus pés, a cidade bomba, soco no estômago, aos pésdo quarto pequeno, imundo e com cheiro de mofo e os rastros de pó, do outro que se fora, satisfeito, arma negra fumegante, enorme de silenciador. Se esvaía em minutos e centilitros. A única pena que lhe dava era não poder ver o contraste bonito do vermelho-vivo na fronha branca, recém alvejada. Só sentia o cabelo se empapando aos poucos, a sensação morna de respiração diminuindo. Não podia ver as cores. Não deu tempo de acender a luz.

10/06/2007

quinta-feira, 19 de março de 2009

30 horas.

12h: 43m (GMT +3)

Até Rio Preto, tensao pescoçal, até guarulhos. Almofadinha de pescoço foi qualidade de vida. Sanduíche com preço de zona, check-in sem fila grazadeus. Vizinhas de banco faladeiras e comida bem ruim. Em stand by pra sentir o menos possível, pressurizada, pasteurizada. O não-funcionamento das telinhas de mini-cinema eram uma sincera indecência. Que brilhos de tela, além dos mini holofotes e Clarice (Lispector) hão de proteger-me desta insônia absurda de mais de 20 horas de viagem?

8h:00m (GMT +1)
Estou hace dos horas no aeroporto de Roma. Adoro vir à Itália, porque sempre há bizarrias modisticas divertidas. Os italianos parecem saídos de algum ensaio da Vogue dos anos 70 e nunca mais pararam de usar tanta maquiagem. Pensei em procurar um sorvete, que os sorvetes italianos sao minha perdiçao eterna, mas desisti, porque aqui certamente até o sorvete deve ter gosto de aeroporto.

11h:27m (GMT +1)

A mala demoooora. Sao quase 30 horas bagacentas. Mas tudo compensa. Vim lendo Clarice. E ele foi me receber com um sorriso e rosas vermelhas.

segunda-feira, 16 de março de 2009

teoria da saudade

A sensação de saudades aumenta em grau exponencial de acordo com a proximidade do dia em que se vai matá-las.

Exatamente como aquelas vontades irreprimiveis e desesperantes de fazer xixi, quando vc acaba de fechar a porta do banheiro e mal dá tempo de desabotoar as calças...!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Red hands

Foi entao que aquelas maozinhas que costumavam fazer cosquinhas no estômago, a quem confundem com borboletas, se rebelaram.
Ela respirou fundo e expirou profundamente, assoprando pra longe o pensamento de quase estrangulamento. Aguentou, sentindo o ar, afrouxando. Sufocada por mãos tenazes e aparentemente inofensivas.
Os peritos do IML nao souberam o que pensar quando a encontraram sem garganta, nem estômago nem rosas naquela tarde de domingo ensolarada e apoplética.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

histeric-tomia

neste exato momento eu arrancaria meu útero com minhas próprias máos e o jogaria violentamente de encontro à parede mais próxima, o que espatifaria sangue em variadas direçoes enquanto ele... cai... pela parede...! (plof)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

vai uma balinha?

Eu tenho na bolsa uma latinha de balas, brinde de uns microfones da Philips. É um aparelho/programa de reconhecimento de voz, se chama Speech Magic. Mas eu adoro pegar a latinha "Speech Magic". Eu sempre tenho uma fagulhazinha de esperança que as balinhas teriam um poder mágico facilitador de discursos. E cada vez que se apresentasse uma situaçao engasgativa, pimba! Speech Magic faz a alegria da galera... !

Aproveito o sabor de menta e a sensação de refrescância, enquanto real poder Speech Magic nao chega.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Etiqueta

Nao gosto de rótulos...

...costumam dar muita indigestao..!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

...

Nao tem coraçao no fundo do suspiro... Nem se quisesse um recheio de cereja